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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Apagão

Como a vida pode ser tão cruel com as pessoas? Quando tudo que você quer é só um pouco de paz, carinho, compreensão. Parece que a felicidade só é merecida por poucos, poucos esses que são escolhidos a dedo pelo cara lá de cima.
Você acha que está tudo dando certo, aí vem algo pra te lembrar que é impossível ser feliz ao menos um dia.
É como se um eclipse acontecesse e você é a Lua. Ninguém te vê, sabem que está ali, mas pouco ou nada se importam. Aliás, ainda te cobram por não aparecer, como se a culpa fosse sua. Só te colocam pressão, te julgam por não ser perfeita e estar ausente quando precisam de sua luz. Esquecem de todas as vezes que vocês os ajudou a navegar pelos mares sem fim, todas as vezes que os alertou que o tempo de acordar estava chegando, ao, com sua humildade, ceder lugar ao grandioso Sol. E por um dia, quando você não aparece, é julgada impiedosamente, sem direito a justificativa.
Sabe quando vão ao circo e o palhaço a todos anima? Riem de seus tropeços, de suas quedas, de quando apanha... Saem do local dando boas gargalhadas às custas do homem. O que não lembram é que por trás daquela maquiagem, por debaixo daquela roupa e sem os sapatos enormes, existe uma pessoa. Uma pessoa como nós. O que não lembram é que o palhaço também chora, também sente fome, sede, ama e sofre com suas perdas.
No final do dia, depois de ter feito seu trabalho e a todos encantar, quem fará o palhaço sorrir, rir, sentir-se feliz?
As pessoas estão tão ocupadas com tudo a sua volta e com tanta pressa, que não percebem - ou fingem que não - que existem outras pessoas com problemas, não só elas; problemas até piores.
Faz falta uma palavra amiga, um cafuné, alguém pra te ouvir sem fazer julgamentos posteriores, um abraço, um colo. Faz falta ter alguém. Ainda mais quando você era acostumada a ter.

sábado, 27 de novembro de 2010

Textos

I wanted to be an mp3:
  • Can play all the instruments
  • Play all songs
  • Listen to music all the time
  • Is taken to several places
And...
  • Nobody can live without

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Um dia eu acreditei ser criança. Pensei que existia vida nos contos de fada, imaginei asas de borboleta em monstros, mas era tudo uma farsa. Terei de entrar na realidade, saber lidar com o triste de pequena, tirar as asas de cima dos monstros, ser "Grande" em vez de "Pequena". Morte dos sentimentos. Lágrimas, na face, descendo. Boca ressecada. Alma se desfazendo. Tenho medo de criar ilusões falsas e me machucar. Ser proibida de tudo, nunca mais poder imaginar. Onde estamos? O nome daqui é inferno, somos os demônios, para depois, no céu, nos tornarmos anjos eternos.

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Sozinha. Quero fugir para onde ninguém me encontre. Não quero causar confusão aqui. Não presto pra nada, só sirvo para destruir. Quero ir pro final do mundo. Lá seria mais feliz?! Tristeza. Estou sozinha neste lugar, solidão. Ir embora, nunca voltar. Nada meu presta, tudo quebrado, meu coração magoado, meus olhos vermelhos e inchadosm Morte! Será a solução? Lá perto dos anjos reconstituirei meu coração.